PROPÓSITO

São Paulo, 01 de Novembro de 2022

“O homem morre quando perde seu propósito”

Não foi a primeira, e não será a última vez que escuto isso. E confio plenamente nessa frase.

“Homem” nesse contexto é uma figura de linguagem para se referir à todos nós, seres humanos. Uma forma ainda muito machista, mas usual e que faz parte de nosso idioma.

Mas o que vale aqui é o conceito.

Eu estou em movimento. Movimento físico e mental. Tudo ao meu redor anda na velocidade que desejo. Quando está parando, eu volto a correr. Movo, me movo, corro! Pois sinto a energia da vida correndo em minhas veias. Tenho propósitos. Muitos deles. Pequenos, médios e grandes. Para agora e para depois.  Estou em eterno movimento. Movimentar-se não é apenas o ato que não estar “sentado no sofá com a boca escancarada esperando a morte chegar” (toca Raul!).

Estar em movimento pode ser resumido em um verbo: QUERER. Deixamos de viver quando deixamos de querer. Essa é, no meu ponto de visto, a raiz da depressão. E com a depressão vem muitos casos de suicídio.

Não importa o que se quer, o importante é querer, é se importar. Da criança que se importa com o momento de andar de bicicleta ao idoso que espera pela hora da novela, do jogo de futebol ou que fazer seu tricô, todos se importam com algo. Viver é se importar, é querer.

Muitos não gostam de movimento físico, preferindo o movimento mental. Outros preferem atividades ao ar livre. Outra cozinham. E por aí vai. Daria uma infinidade de exemplos, e nunca contemplaria todos as possibilidades.

Entre outras coisas, falta o entendimento de que os propósitos mudam o tempo todo, por escolha sua ou do meio. Os propósitos têm o valor que colocamos neles, e não o valor que outros colocam. Seus propósitos são apenas seus.  E não tem nada de errado de vez em quando estar “cansado” e não ter propósito algum. Nesse momento, seu propósito deve ser o de descansar a mente para abrir espaço para novos propósitos.

Mas a grande maioria de nós não se permite a esse exercício. Vive no piloto automático. Apenas “come”, “trabalha”, “dorme”. Isso tudo é necessidade, é sobrevivência e não propósito.

Se você está perdido, achando que nada faz sentido e que a vida não tem valor algum para você, se você está achando que perdeu seu tempo vivendo até agora e que não tem motivo algum para viver daqui para frente, então é hora de apegar-se ao “pequeno”. Apegue-se a coisa mais básica que puder. Sua planta depende de você. Seu colega de quarto, seus pais ou filhos, sua casa. Aquele jogo que você quer terminar, ou aquele que você quer comprar. O filme que você está esperando estrear, a quilometragem de caminhada que você quer superar. Seu sobrinho que espera você para jogar bola ou para conversar. O gibi que você quer ler. Não importa. Seja a menor das coisas, não importa. Ela será seu propósito agora!

E o depois? O depois virá com o tempo. Ele é soberano e senhor de todas as coisas.

Não apresse o tempo. Respeite-o. E até lá, curta seu propósito do momento.

IMAGEM POR JHENNIFER PIRES PEREIRA

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