INDEPENDÊNCIA

São Paulo, 07 de Setembro de 2022

Existe a verdade? Uma única verdade?

Hoje é 7 de setembro de 2022. 200 anos da independência do Brasil de Portugal.

Qual é a verdade por de trás da independência? Quais fatos e acordos levaram a independência?

Sim, não somos mais colônia. Somos independentes. Mas isso nunca significou independência.

A soberania de uma nação é frágil. Todos são regidos por acordos internos e externos.

Vamos á um exemplo do ano de 2022. A Rússia atacou e invadiu a Ucrânia. Um país independente e soberano. Quais acordos foram necessários para iniciar a guerra? Quais para mantê-la ativa por mais de 6 meses? Quais serão necessários para acabar com ela?


Onde está a verdade ali? Dentro dos dois países conta-se “verdades”, sejam elas sobre as motivações ou sobre os acontecimentos. E nós, de fora, consumimos diversas e diferentes verdades.

O mesmo acontece aqui e agora. Qual a verdade sobre a independência? E qual a verdade sobre o que somos hoje como nação?

Estamos atolados até o pescoço em verdades. Diferentes verdades. No Fla-Flu que tornou-se nossa nação, todos têm razão e quase ninguém tem dúvidas.

Falta questionamento. Falta confiança. Faltam fatos. Falta a arte de pensar e chegar às suas conclusões. Nessa nossa enchente de opções de consumo de informação (sites, blogs, redes sócias, TV, jornal, rádio, streaming, etc) somos tentados o tempo todo a acreditar que aquela sim é a “verdade definitiva”!

Somos seres viscerais. Amamos e odiamos com a mesma intensidade. Trocamos de lado e transformamos tudo em torcida de futebol. Gritamos, batemos, apanhamos, nos pintamos, nos vestimos, quebramos, colocamos fogo, paramos o trânsito, a cidade e a vida. E por quê? Por quem?

Pela verdade!

Mas que verdade?

Aquela que nos convém naquele momento.

Poucos assumem seus erros de pensamento ou escolha. Não estou falando dos que “mandam”, mas apenas de nos que “obedecemos”.

200 anos de independência. E não somos independentes.

Estamos sempre tendo que escolher pelo “menos pior”. Somos obrigados a encontrar verdades ao qual nos agarramos para justificar nossas escolhas. E o que acontece por de trás das cortinas permanece um mistério.

Não somos mais comandados pelas leis e pela corte de Portugal. Mas quem comanda agora? Outros países? O dinheiro? As milícias? O medo?

Sonho com um Brasil que em seu terceiro centenário da independência possa comemorar verdadeiramente a independência. Sonho com um Brasil de pessoas cultas, que leiam, que saibam interpretar e pensar. Sonho com um Brasil que lute pelo seu povo, por dignidade, saúde, bem estar, saneamento, comida na mesa. Sonho com dias melhores.

Sonho que um dia possamos conversar sobre a sua e a minha verdade sem brigar, apenas com diálogo.

Sonho com a independência da verdade.

Imagem por Vinicius Vieira | PEXELS

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