Buenos Aires, 09 de Julho de 2023 (mas a foto do Chile!)

Eu fiz da vida aquilo que eu desejei. Ocupo cada segundo. Planejo, sonho, desejo. Eu vivo. Vivo porque estou vivo. E porque quero viver.
Peço que conte o tempo. Conte os segundos. Conte os anos. Conte histórias. Conte vitórias e derrotas. Conte um conto. Aumente um ponto.
É definitivamente muito estranho! O que é a vida? De onde vimos e para onde vamos são dúvidas eternas, mas estão fora de nossas mãos.
Em nossas mãos está o agora. E nada mais.
Se eu voltar no tempo e bater um papo reto com o André 2019, absolutamente nada, eu digo NADA do que vivi nos últimos 18 meses sequer estariam na cabeça daquele André.
De lá para cá tudo mudou. Pandemia, falecimentos, divórcio. Mas também amigos, diversão, esporte, viagem, amor.
“É muito loco tudo isso mano!”
Eu quero escrever. Quero dizer tudo, mas nem sei o que é o “nada”, quanto mais o “tudo”. Do vazio me distanciei léguas. Agora tudo me preenche.
Só sei que não existem segundos desperdiçados. Nunca houve. Tudo foi, e tudo é, apenas como deve ser.
Seja você o motor. Seja o vento. Seja a água. O fogo. Seja a luz no escuro. Seja o casaco de pele no frio. Seja o tapete felpudo depois de um dia de sapato apertado.
Seja o que for, seja você.
E lembre-se que o você de amanhã pode falar com o você de hoje e achar incrível como tudo mudou. Mas seus “eus” serão sempre bons amigos. Pois sua essência é o que te move. E por mais que vcs briguem, vcs se amam. E se entendem!
Vc, eu, nós!
É apenas o dia sendo vivido.
E nada mais!