São Paulo, 17 de Setembro de 2021

Tem hora que fica difícil continuar. A vontade, a coragem, a fé, a disposição, a motivação, o rumo, tudo desaparece.
Estamos no “Setembro Amarelo”. Mês da conscientização sobre o suicídio. Alguma vez você, amigo leitor, pensou nessa possibilidade? Eu não. Existe ato mais desesperado que esse? Não, não existe! É o um ato de “coragem covarde”.
A doença da mente é o que leva as pessoas a cometer tal ato de desespero contra si mesmo. Não é o demônio, não são os outros. É a total falta de perspectiva, de esperança, de tudo.
Não julgo, não critico, não digo nada. Não estou, nunca estive, espero não estar jamais nessa situação. Dores são reais, problemas internos e externos são reais. São coisas da vida, que procuramos ou que provocamos. Atos dos passado que refletem no presente.
E essas pessoas? Me preocupo muito com elas. Sem nenhuma esperança. Nada. Ao ponto de achar que sua UNICA solução é tirar a própria vida para terminar com seu sofrimento.
Queria poder ajudá-las, dizer alguma coisa, dar alguma motivação. Não tenho essa capacidade, esse dom, esse conhecimento. À mim só cabe ajudá-las no quer for possível. Mostrar que existem médicos, remédios, terapias que podem ajudar no momento mais triste de suas vidas. E mostrar que a vida vale a pena. Por mais que doa, e vai doer muito, ela vale a pena. E passa. Sempre passa.
Não procure seu “nirvana”. Não procure atingir a “felicidade” como se ela fosse um lugar onde você vai chegar e ficar lá. É no dia a dia que sentimos alegria e tristeza. Permita-se! Já escrevi sobre isso e insisto. PERMITA-SE ser feliz. Viva a felicidade, a pequena e a grande. E quando a tristeza bater, quando aquele momento ruim que parecer ser o fim de tudo, lembre-se de alguma pequena felicidade que teve. Agarre-se à ela com toda sua força. E saiba que outras milhares virão. Basta que você permaneça aqui.
Basta continuar a nadar.
Imagem por geralt|Pixabay