ARTEPENSAR

São Paulo, 19 de Dezembro de 2021

Livremente me apropriando de uma forma de escrita apresentada no clássico livro “1984”, de George Orwell, dei o título á esse texto. Pois a arte tem muitas facetas. Ela encanta, ela emocional, ela nos faz tristes, felizes, realizados. Mas, acima de tudo, nos faz pensar.

A cada nova interação com a arte, novas ligações são formadas em nosso cérebro. São conexões que expandem nessa capacidade de ver o mundo, e muitas vezes pela visão de outra pessoas, como se nosso olhar fosse transportado para dentro de seu globo ocular.

Pensar é uma necessidade. E sentir o pensamento fluindo em nossos corpos faz nossas pelos arrepiarem, uma expressão literal do “sentir na pele”. Sentir na pele é algo que nós, das novas gerações, esperamos nunca poder dizer quando o assunto é o HOLOCAUSTO.

Novamente, viver em São Paulo é viver a vida que desejar. Tudo se acha, tudo se tem, tudo se vivo, a todos os valores, para todos os sabores. Com ajuda de nossa fiel companheira “catraca livre” (https://catracalivre.com.br/agenda/ | @catracalivresp), tive a honra de assistir, gratuitamente, á peça “o ovo de ouro” (@oovodeouro), de Luccas Papp (@luccaspapp) , com Duda Mamberti (@dudamamberti), Ando Camargo (@atorando), Rita Batata (@ribatata), Leonardo Miggiorin (@leo_miggiorin) e o próprio Luccas Papp.

Em um texto sedutor e completamente envolvente, somos transportados para dentro de  AuschwitzBirkenau, o maior campo de concentração da segunda guerra mundial. Ali vivenciamos, pelas magnânimas interpretações de cada ator, sempre muitos bem suportados pelos apoios “invisíveis” da cenografia e audiovisual, conhecemos momentos tão arraigados na guerra. Momento e sensações que fazem com que, as vezes, preferimos não ter o conhecimento e ter permanecido na ignorância.

Mas pensar é necessário. É vital. Pensar é o que nos faz humanos. Nos faz aprender. Nos faz evoluir. Nos faz lutar para que nós e as próximas gerações evitem cometer os mesmo erros.

Como em “1984”, pensar é o maior dos crimes da humanidade. O “o ovo de ouro” eleva nossa capacidade, nos dá uma real importância de cada ação e cada inação sobre nossas vidas e sobre a influencia e importância de nossos ações sobre a vida dos outros. outros. E nessa hora o pensamento voa alto, longe e profundo.

Dentro de minha mente, ao escrever aqui eu estaria condenado a ser preso pelo simples ato de pensar na hipotética e terrível sociedade imaginada por George Orwell, onde a guerra não é mais um começo, mas sim um fim nela mesma, em sua continuidade perpétua alimentada por sentimentos espúrios de ódio e pelo controle total do pensamento. Algo que a segunda grande guerra, com seus atores e autores reais impôs ao mundo por tantos anos, ao custo atroz de tantas vidas.

A arte nos faz pensar. Pensar nos incentiva a fazer arte. E assim vamos, de arte em arte, de pensamento em pensamento, ensinado sobre o passado e aprendendo como podemos lutar por um futuro eternamente LIVRE, onde o aroma das tulipas será sempre possível para todos.

Fotos por evag|Pixabay

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