São Paulo, 21 de Outubro de 2021

No filme “Cavalo que guerra” existe uma cena onde o cavalo ajuda um rapaz a arar um enorme campo, cheio de pedras e com a terra muito dura, para que seja possível plantar e manter os compromissos com o colono. O esforço feito por ambos, pelo rapaz e pelo cavalo, é descomunal. Mas, ao final, sob chuva e sob a desconfiança de muitos, eles finalizam a tarefa.
Assim é a vida. Um eterno “trabalhar a terra”.
Acredito muito nessa comparação entre a vida e o trabalho na terra. Todo processo envolvido é muito complexo, sofre muitas influencias externas, não é possível de ser totalmente controlado e é feito de ciclos.
A terra precisa ser arada antes de iniciar a plantação. Existem vezes que a terra está boa, fofa, e o trabalho é fácil e rápido. Outras a terra está dura e o trabalho é maior. É preciso plantar as sementes, e existe o momento certo para isso. É preciso regar e cuidar para que as sementes germinem. E após germinarem é necessário um cuidado constante para que a colheita seja boa. Ao termino da colheita, o processo se inicia novamente.
Algumas plantações são “finitas”. O ciclo é completo pois é necessário “limpar a terra, arar e começar novamente” após a colheita. Outras são plantações de árvores, que pode durar anos e até gerações.
A vida é isso. É um “arar, plantar, cuidar, colher”. As vezes são coisas temporais, como hortaliças. As vezes são coisas duradouras, como árvores frutíferas. Em qualquer caso, o cuidado deve ser constante. E em qualquer caso, está sujeito às intempéries “externas”. No caso das plantações o clima é o grande ponto a ser observado. No caso da vida, é o “clima” que construímos com todos ao qual convivemos.
Arar a terra é um trabalho cansativo. Mas por si só não garante a colheita.
Nesse momento, minha plantação foi destruída. Mas, infelizmente, parece que a terra perdeu todos os nutrientes, e terei que procurar novas terras para iniciar uma nova plantação. Isso também faz parte. E isso também passa.
FOTO POR zorrotran|PIXABAY