ALEATÓRIO

São Paulo, 26 de Setembro de 2022

São Paulo, 26 de Setembro de 2022

Hoje vi um pequeno vídeo, um trecho de uma entrevista do Thiago Leifert, um jornalista Brasileiro que se tornou famoso pela forma com que introduziu leveza e bom humor as noticias esportivas, ganhando depois outras áreas da mídia.

Leifert é casado com a também jornalista Daiana Garbin, que esbanja talento e beleza, mas que em sua vida compartilhou seus graves problemas de depressão e bulimia.

O casal tem uma filha de um pouco mais de um ano de idade, que foi diagnosticada com um tipo raro de câncer.

O que todas essas notícias têm em comum? Qual gatilho elas dispararam em mim para escrever um novo pensamento?

No vídeo que citei no primeiro parágrafo, Thiago fala da “aleatoriedade”. Ele diz que teve uma vida fácil, sem grandes problemas. E se questiona qual motivo para a filha dele vir com essa doença? A simples aleatoriedade.

Religiões são profissões de fé. Fé é crer em algo sem necessitar de provas. Algumas religiões creem que o “mal” é um castigo divino. Outras que são consequências diretas de atos e pensamentos dessa vida. Outras acreditam que sejam relativas a vidas do passado, sejam as suas vidas ou do seu entorno. Outras que isso é o mal se manifestando.

Acreditar em qualquer uma delas fará bem ou mal apenas para você mesmo. Cabe a cada um decidir no que acreditar. Mas, na prática, no mundo ao qual temos ferramentas e estudos para tentar comprovar algo, Thiago está certo. Fica como sendo obra do acaso.

O câncer não é uma doença provocada por um microrganismo diretamente. É uma célula que nasce “fora do padrão” e se multiplica. Qual razão para isso? Milhares! Ou nenhuma!

O ponto a ser pensado é: o que fazemos então com a vida que vivemos?

Também nesse curto vídeo que assisti, ele comenta sobre a necessidade de viver, se ser feliz, de aproveitar a vida, os filhos, os pais, o momento. E é aí que mora a beleza da vida.

Podemos não acordar amanhã. Podemos, sem nenhuma doença pré-existente, ter um infarto fulminante e partir. Podemos estar sentados na varanda de casa, no interior, e ser atingido por uma bala disparada na troca de tiros entre bandidos e polícia (sim, esse é um caso real).

Ontem li uma frase que casa muito bem com tudo isso: “Às vezes você precisa apenas seguir. Não se aborrecer nem procurar entender. Apenas seguir”.

Seja aleatório, seja divino, seja causa e consequência, seja químico ou biológico, pouco importa. O próximo segundo sempre foi e sempre será um mistério. O segundo que passou ficou na história. É apenas o segundo vivido agora que é real. Só nele podemos fazer algo.

A vida me trouxe uma quantidade infinita de presentes. A cada dia ela me dá mais e mais presentes. As vezes até “o mal” que acontece em um momento mostra-se ser “o bem” no momento seguinte. Vivo minha vida, da hora que acordo à hora que vou dormir, tentando ser feliz e fazer os outros felizes. Quero olhar para cada segundo que vivo e ter a certeza de que vivo da melhor forma que posso viver, sempre!

Sou apenas o que sou. Não sou outro, nem quero ser. Estou onde estou pelas escolhas que fiz e que faço a cada dia. Sou grato e feliz por cada uma delas. Deito minha cabeça no travesseiro e o que pesa são apenas as preocupações do dia a dia, sem carregar pesos do passado ou excesso de preocupação com o futuro.

Ao “acaso”, tenho apenas uma dívida de gratidão. Pois nunca pensei que chegaria aos 40 (faltam poucos dias) olhando para o passado, e principalmente para o presente, dizendo: Obrigado! Sou feliz!

Que venham mais 40. E que eu honre cada um deles com a alegria que eles merecem.

ps. Segue o link do trecho citado

https://www.instagram.com/p/Ci45iSXscrU/

IMAGEM POR Merlin Lightpainting | PEXELS

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