A FORÇA

São Paulo, 10 de Agosto de 2022

Esse poderia ser um texto geek, sobre a “força” introduzida nos filmes “Star Wars” de George Lucas. Não é. Ou é, vai saber.

Três temas são polêmicos e tabus aos Brasileiros: Não se discute futebol, política e religião. Não falar sobre esses três temas, em teoria, garante a “boa convivência”.

Porém estamos em um Brasil, talvez em um mundo, onde isso não vale mais. Discute-se política do elevador do prédio as convenções geeks. Discute-se futebol da mesa de bar a mesa de negociação empresarial. Discute-se religião da mesa do almoço a mesa do juiz da suprema corte. Tudo está mudado e parece que nada faz sentido. Por isso tomei a liberdade aqui de tocar nesse assunto. Mesmo porque esse blog é meu, lê quem quer!!! (Rs!)

Tenho amigos de muitas religiões: Católicos, espíritas, evangélicos, umbandistas, candomblé, budistas e ateus. Provavelmente outros que nem sei. Alguns que seguem preceitos que não se consideram religiões, mas sim filosofias. Ou seja, convivo pacificamente com todos eles. E sou ávido por escutá-los. Adoro conhecer seus dogmas, crenças, ideias, certezas, dúvidas, medos, limites, nomes, orações, cantos, ritos e tudo mais. Esse sou eu, um cara interessado por tudo que a natureza humana produz e pensa.

Mas tem o que eu acredito. Sou católico por parte de pai e mãe. Me considero espírita por escolha. Tenho a audácia de dizer que o espiritismo é cristianismo “2.0”. Sou de exatas, um cara que tenta achar lógica e razão em tudo que vê, pensa, sente e faz.

Nem tudo é assim. Eu acredito MESMO em algo sem nome, sem explicação, sem razão. Chamem de Deus, chamem do que quiser.

Para os céticos, tudo tem explicação. A “causa e efeito” tenta justificar muita coisa que acontece. O “acaso” não existe. Tudo é resultado de suas ações. Não acho! Me parece simplista demais.

A estatística nos traz a probabilidade. Nela vemos as chances de coisas acontecerem de acordo com nossos movimentos. Mas realmente acredito em algo mais. Não que exista um livro onde nossa história está escrita. Não acredito em destino. Acredito que tudo são peças em movimento constante. Acredito que a vida não é finita (o corpo sim). Acredito em evolução espiritual, e com isso acredito em dívidas e pagamentos. É um pensamento pessoal. Você, leitor, acredite em que quiser. Ou em nada. Respeito 100% sua opinião, pois quero que respeite a minha, que pode mudar, diga-se de passagem.   

Porém acredito em algo inexplicável. Acredito na vibração coletiva e individual. A coletiva é gerada pela massa. Quem já foi em um show sabe do que estou falando. Quem já foi em um evento religioso também sabe. É como se pudéssemos ordenar de alguma forma a vibração dos átomos, e isso gera uma vibração por igual, onde todos se conectam. Pode ser uma enorme asneira, mas é o que eu sinto. Já a individual é mais inexplicável ainda. Passa pelo que sentimos, pelo que pensamos, pelo como nos “comunicamos e atrapalhamos” os outros sem dizer uma só palavra, à quilômetros de distância.

Estatisticamente falando, tem pessoas que fazem ‘tudo certo’ a vida toda e são ‘castigadas’. Vai lá entender. Talvez seja azar. Talvez carma. Talvez provação. Talvez demônios. Talvez espíritos obsessores. Talvez nada disso.

Mas e quando somos agraciados com o que pedimos? E quando a vida nos dá novas oportunidades de viver sonhos e desejos ao qual já se desacreditou ser possível? Nessa hora muitas vezes nos questionamos. Temos medo. Ficamos pensando se merecemos. Ficamos pensando se é certo. Se devemos. Tudo uma grande balela!

Oportunidades são únicas. Cabe a nós aproveitá-las. “A toda escolha, uma renúncia”. Escolhemos por nós e influenciamos os outros. Os outros escolhem por eles e nos influenciam. E mesmo assim temos o imponderável. Você pensa, sonha, deseja muito algo que não é “palpável”. Não é um bem material. É apenas algo. Alguém. Uma sensação. Uma oportunidade. Uma vida. Tudo isso misturado. E quando tudo isso vem? Como explicar?  

Pense você o que quiser. Teorize como precisar para sua vida, para sua tranquilidade, para sua certeza. Ache o seu ponto de equilíbrio, mesmo que seja não acreditar em nada. Eu acredito. Acredito que algo exista. Ou muitos “algos”. Vai lá saber. De qualquer forma eu agradeço. Eu peço. Eu converso. Eu questiono. Eu brigo. E eu rezo.

Seja como for, viva sua vida da melhor forma possível. Arrisque, tente, erre, acerte, repita, recomece. Mas não pare! A única certeza é que nascemos e morreremos. O que está entre uma coisa e outra cabe apenas a nós viver. Seja como ajuda “externa/interna” ou não.

Que a “força” esteja com você!

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