UMA BOA IDEIA

São Paulo, 29 de Junho de 2022

Li uma frase muito real: “Quem é ansioso não está vivendo o presente, apenas vivendo sua mente.”

Me senti bem com a frase, pois foi como um “tapa” daqueles que te tira do transe.

A forma com que eu enxerguei a vida gerou ansiedade em mim por muitos anos. Desde muito novo a auto cobrança era muito forte. Sua origem? A comparação, o medo do julgamento e da reprovação, o medo de errar, a falta de autoconfiança.

Tudo tinha que ser planejado, estudado, meticulosamente pensado. Quanta besteira.

Quando criança a dor de estomago e mal-estar eram comuns em provas e trabalhos. Tinha o medo de errar, de ser repreendido em público ou “zoado”. Nunca me senti suficiente. Não me sentia bonito, não me achava inteligente, não me achava engraçado, não era bom em esportes, não tinha nenhum atrativo. Os anos foram passando e tudo só se agravou. Apesar de todas as conquistas, tudo isso permanecia lá.

Até que houve a ruptura. E tudo mudou. Me permiti ser “louco”. Ir, fazer, falar, tentar. Tudo planejando o mínimo possível. Arriscando.

Até que comecei a perceber a ansiedade voltando. A voz, a maldita voz que insiste em ficar falando comigo dentro de minha cabeça. Mas dessa vez não! Dessa vez não será necessário remédios para contê-la.

Tudo que me causa “medo” está apenas em minha cabeça, em minha mente. Nada aconteceu ainda, e muito provavelmente não vai acontecer. Não tenho controle de nada, no final das contas. Então pra que ficar remoendo, se preocupando, apenas no exercício da futurologia?

Olho para o presente e para o passado. Vejo tudo que conquistei. Materialmente e principalmente emocionalmente. Olho tudo que vivi e que vivo hoje. Olho para tantas pessoas ao qual gosto tanto e que me querem bem. Olho para o serviço, para a empresa, para os clientes, para os parentes, para os amigos, os antigos e os novos. E tudo que eu vejo é bom! É maravilhoso.

Então paro e percebo que toda aquela ansiedade era uma grande besteira. Que vivi intensamente minhas escolhas e vivo ainda mais hoje.

Como um mantra, repito para mim mesmo tudo isso. Como um mantra, condiciono meu cérebro a parar de pensar no que não adianta ser pensado. Planejar é necessário, mas deve ser objetivo. Tenho 10 serviços, qual será a sequência? Tenho 10 coisas para resolver, para arrumar, para comprar, o que devo fazer? Preciso compra algo antes? Preciso falar ou fazer algo para uma próxima ação? Isso é PLANEJAMENTO, e não ansiedade. Já, defina, escreve, execute.

Percebe que a diferença entre a ansiedade e o planejamento está na sua capacidade de ação? Se é algo que você pode fazer, seja agora ou depois, então faça! Mas ficar pensando no que vai acontecer, nas mil possibilidades, como as pessoas irão agir e reagir, o que irão falar, o que irão sugerir, tentar montar cenários, caminhos…. ah… isso não… não mais!!!

Decidi assumir o papel do louco novamente. Ele passou muito tempo escondido. Já era hora de ele voltar. Decidi correr risco de tomar decisões por impulso, apenas pelo “sentir” para “agir”.

E que venha o hoje.

O amanhã está muito longe!

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