CAVERNAS DE MENTIRAS E MEDOS

São Paulo, 01 de Abril de 2022

“Referências cruzadas” | parte 3 de 5

“Estou bem aqui onde estou. Não quero mudar. Não quero arriscar. Gosto daqui. Estou tão acostumado. É bom. É seguro. “

Na vida vamos “parafraseado” o “mito da caverna” de Platão. O medo da descoberta do novo, da verdade, nos prende a nossa pequinês.

Muito propício falar em “verdade” em pleno “dia da mentira”. Não existe mentira maior que aquela que contamos para nós mesmos o tempo todo. Todo os dias nos convencemos de milhares de coisas. Pequenas ou grandes. E mentimos. Descaradamente mentimos para nós mesmos. Para nós e para os outros a nossa volta. E muitas vezes não sabemos que estamos mentindo, nem para eles, nem para nossa consciência. Mentimos por medo.

É o medo que nos guia. Dita nossas ações e nossa inações. Estamos presos as nossas verdades, que nem sabemos ao certo quão nossas verdadeiramente são.

Em outra caverna, a do “caso dos exploradores de cavernas” de Lon Fuller, somos apresentados à discussão sobre a razão. Discutimos a sobrevivência. A humanidade. Os limites. O que nos define como seres humanos. Até onde é possível julgar as ações e as intenções do que cada um comete. O que é justo ou não. O que justifica um ato, e quanto o torna condenável ou não.

Em nossa mente também nos questionamos sobre isso. Sobre as ações dos outros e sobre nossas ações. Sobre cada decisão tomada ou não. E sobre o medo que temos de tomar, errar, sermos julgados ou nos julgarmos. Em nossa mente somos os acusados, advogados, promotores, corte, juiz e carrasco.

Em cada “caverna” olhamos para pontos vitais a nossa vida cotidiana. Olhamos para a caverna sem fim onde habita nossa mente. Escura, vasta e muitas vezes sem uma luz para nos guiar.

E nem por isso desistimos de caminhar dentro dela!

IMAGEM POR ELVINA1332 | PIXABAY

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